Manchas na Pele: Diferença Entre Melasma, Lentigo e Hiperpigmentação Pós-Inflamatória

Manchas na Pele | Dra. Raisa Resende

Manchas na Pele: Diferença Entre Melasma, Lentigo e Hiperpigmentação Pós-Inflamatória

Por que surgem manchas na pele?

As manchas na pele são alterações na coloração cutânea provocadas, na maioria das vezes, pelo aumento da produção ou pelo depósito irregular de melanina — pigmento responsável pela cor da pele. Elas podem surgir por diversos fatores, como exposição solar excessiva, alterações hormonais, inflamações, envelhecimento natural e predisposição genética.

Apesar de muitas manchas apresentarem aparência semelhante, suas causas, profundidade e formas de tratamento podem ser bastante diferentes. Entre as mais comuns estão o melasma, o lentigo e a hiperpigmentação pós-inflamatória. Saber diferenciá-las é essencial para definir a conduta mais segura e eficaz.

O que é melasma?

O melasma é uma condição crônica caracterizada pelo surgimento de manchas acastanhadas ou amarronzadas, geralmente simétricas, que aparecem principalmente na face — testa, bochechas, nariz e região do buço. É mais frequente em mulheres e costuma estar associado a alterações hormonais, como gravidez e uso de anticoncepcionais.

A exposição solar é um dos principais fatores desencadeantes e agravantes do melasma, assim como a luz visível e o calor. Dependendo da profundidade do pigmento, ele pode ser classificado como epidérmico, dérmico ou misto. Por se tratar de uma condição recorrente, o tratamento exige acompanhamento contínuo e fotoproteção rigorosa.

O que é lentigo?

O lentigo, popularmente conhecido como “mancha solar” ou “mancha da idade”, é uma lesão pigmentada causada principalmente pela exposição solar cumulativa ao longo dos anos. Diferente do melasma, não está relacionado a alterações hormonais.

O lentigo costuma apresentar formato arredondado ou oval, coloração castanha uniforme e bordas bem delimitadas. Pode surgir no rosto, mãos, colo, ombros e braços — áreas mais expostas ao sol. É mais comum a partir dos 40 anos e está diretamente ligado ao fotoenvelhecimento.

Em geral, o lentigo responde muito bem a tratamentos como laser, luz intensa pulsada e peelings químicos, desde que indicados após avaliação dermatológica adequada.

O que é hiperpigmentação pós-inflamatória?

A hiperpigmentação pós-inflamatória é o escurecimento da pele que ocorre após um processo inflamatório, como acne, dermatites, queimaduras, alergias ou até procedimentos estéticos mal indicados. Após a inflamação, há estímulo da produção de melanina na região afetada.

Essas manchas podem surgir em qualquer área do corpo e são mais comuns em pessoas com fototipos mais altos (pele mais morena ou negra), pois há maior tendência à produção de melanina. Diferente do lentigo, ela não está associada ao envelhecimento, mas sim a um evento inflamatório prévio.

Principais diferenças entre melasma, lentigo e hiperpigmentação pós-inflamatória

Embora todas sejam classificadas como manchas na pele, existem características que ajudam a diferenciá-las:

  • Melasma: manchas geralmente simétricas, mais difusas, associadas a hormônios e exposição solar;
  • Lentigo: manchas isoladas, arredondadas e bem delimitadas, relacionadas ao dano solar acumulado;
  • Hiperpigmentação pós-inflamatória: manchas que surgem após acne, lesões ou inflamações na pele.

A diferenciação correta é fundamental, pois tratamentos inadequados podem não trazer resultado ou até piorar o quadro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico das manchas na pele é feito por meio de avaliação clínica dermatológica. O profissional analisa características como formato, cor, localização e histórico do paciente.

Em alguns casos, podem ser utilizados recursos como dermatoscopia ou luz de Wood para avaliar a profundidade do pigmento. Esse cuidado permite indicar o tratamento mais adequado para cada tipo de mancha.

Tratamentos disponíveis

Os tratamentos variam conforme o diagnóstico:

No melasma, o foco está no controle contínuo com clareadores tópicos, antioxidantes, ácido tranexâmico, peelings específicos e tecnologias como laser, sempre associados à fotoproteção rigorosa.

O lentigo costuma apresentar excelente resposta a procedimentos como laser e luz intensa pulsada, pois o pigmento é mais superficial e bem delimitado.

Já a hiperpigmentação pós-inflamatória pode ser tratada com clareadores, peelings químicos suaves e controle da causa inflamatória inicial.

A importância da fotoproteção

Independentemente do tipo de mancha, o uso diário de protetor solar é indispensável. A radiação ultravioleta e a luz visível estimulam a produção de melanina e podem agravar ou provocar recidiva das manchas.

O ideal é utilizar filtro solar com reaplicação ao longo do dia, além de barreiras físicas como chapéus e óculos escuros, especialmente em pacientes com melasma.

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