Pitiríase Versicolor: Manchas na Pele Causadas por Fungo e Como Tratar

Saiba tudo sobre pitiríase versicolor (pano branco): causas fúngicas, sintomas, diagnóstico e os melhores tratamentos dermatológicos para eliminar as manchas e prevenir recorrências.
Pitiríase Versicolor | Dra. Raisa Resende

A pitiríase versicolor, também chamada de tinea versicolor ou popularmente de “pano branco”, é uma infecção fúngica superficial da pele extremamente comum no Brasil. Causada pelo fungo Malassezia spp., essa condição provoca o aparecimento de manchas claras ou escuras na pele, geralmente no tronco, ombros e pescoço. Apesar de não ser contagiosa e não representar risco à saúde, pode causar grande desconforto estético e impactar a autoestima.

O Que é a Pitiríase Versicolor?

A pitiríase versicolor é uma micose superficial causada por fungos do gênero Malassezia, especialmente a espécie Malassezia furfur. Esses fungos fazem parte da microbiota normal da pele humana e, em condições favoráveis — como calor, umidade excessiva, pele oleosa e baixa imunidade —, proliferam de forma exagerada e interferem na produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele.

O resultado são manchas com pigmentação alterada: mais claras (hipopigmentadas) em peles escuras ou bronzeadas, e mais escuras ou avermelhadas (hiperpigmentadas) em peles claras. Essa variação de cor é responsável pelo nome “versicolor”, que significa “de várias cores” em latim.

Sintomas da Pitiríase Versicolor

Os principais sinais e sintomas da pitiríase versicolor incluem:

  • Manchas pequenas e arredondadas que podem se unir formando placas maiores;
  • Coloração variável: branca, bege, rosada, amarelada ou acastanhada;
  • Superfície com descamação fina, perceptível ao raspar suavemente a pele;
  • Localização preferencial no tronco, ombros, pescoço, braços e face;
  • Leve coceira ou prurido em alguns casos, especialmente com calor;
  • As manchas não bronzeiam com a exposição solar, tornando-se mais evidentes no verão.

Um sinal clínico muito útil para o diagnóstico é o sinal de Besnier (ou sinal da rolha de champanhe): ao raspar levemente a lesão com a unha, observa-se uma descamação furfurácea característica.

Fatores que Favorecem o Desenvolvimento da Pitiríase Versicolor

Embora o fungo Malassezia esteja presente na pele de praticamente todas as pessoas, alguns fatores predispõem ao desenvolvimento da infecção:

  • Clima quente e úmido: o Brasil, com seu clima tropical, é um ambiente ideal para a proliferação do fungo, o que explica a alta prevalência da doença no país;
  • Pele oleosa (seborréia): o fungo Malassezia é lipofílico, ou seja, se alimenta de gordura cutânea;
  • Sudorese excessiva: a umidade favorece o crescimento fúngico;
  • Imunossupressão: estados de baixa imunidade facilitam a proliferação do fungo;
  • Uso de corticosteroides: tanto tópicos quanto sistêmicos podem alterar a microbiota da pele;
  • Desnutrição e má alimentação: deficiências nutricionais comprometem as defesas cutâneas;
  • Predisposição genética: a doença tende a recorrer em famílias com histórico da condição.

Como o Dermatologista Diagnostica a Pitiríase Versicolor?

O diagnóstico da pitiríase versicolor é predominantemente clínico, realizado com base no aspecto das lesões, sua localização e os sintomas relatados pelo paciente. O dermatologista pode confirmar o diagnóstico com o exame com lâmpada de Wood, uma luz ultravioleta que faz as lesões por Malassezia apresentarem fluorescência amarelo-esverdeada ou dourada.

Em casos de dúvida diagnóstica, o exame micológico direto — com raspagem da pele e análise microscópica com KOH — pode ser solicitado para confirmar a presença do fungo. A visualização do padrão característico de “espaguete com almôndegas” (hifas curtas e esporos redondos) é diagnóstica da infecção por Malassezia.

Tratamento da Pitiríase Versicolor

O tratamento da pitiríase versicolor é eficaz e envolve o uso de antifúngicos tópicos e, em casos extensos ou recorrentes, sistêmicos. É importante ressaltar que mesmo após o tratamento bem-sucedido, as manchas podem permanecer visíveis por meses até que a pigmentação da pele seja normalizada — isso não significa falha terapêutica, mas simplesmente que a pele precisa de tempo para se recuperar.

Tratamento Tópico

Os antifúngicos tópicos são a primeira escolha para casos localizados. As principais opções incluem o cetoconazol (shampoo ou creme), o sulfeto de selênio (shampoo), o ciclopirox olamina e o clotrimazol. A aplicação deve ser feita nas áreas afetadas e, geralmente, deixada por 15 a 30 minutos antes de enxaguar, conforme orientação do dermatologista.

Tratamento Sistêmico

Para casos extensos, recorrentes ou que não respondem ao tratamento tópico, o dermatologista pode prescrever antifúngicos orais, como o itraconazol ou o fluconazol. Esses medicamentos apresentam boa eficácia e são bem tolerados pela maioria dos pacientes.

Como Prevenir a Recorrência da Pitiríase Versicolor

A pitiríase versicolor tem alta tendência a recidivar, especialmente em regiões de clima quente e úmido. Para reduzir o risco de recorrência, algumas medidas são fundamentais. Manter a pele limpa e seca, especialmente após atividades físicas, é essencial. Evitar roupas muito justas ou que acumulem umidade, usar roupas de tecidos respiráveis como algodão, e tomar banho logo após a prática de exercícios físicos também ajudam. Em casos de recorrência frequente, o dermatologista pode indicar tratamentos preventivos mensais com antifúngicos tópicos durante os meses mais quentes do ano.

Pitiríase Versicolor É Contagiosa?

Não. A pitiríase versicolor não é uma doença contagiosa. Como o fungo causador (Malassezia) já faz parte da microbiota normal de praticamente todas as pessoas, não existe risco de transmissão de uma pessoa para outra. O desenvolvimento da doença depende de fatores individuais que favorecem a proliferação exagerada do fungo, como calor, umidade e tipo de pele, e não do contato com alguém infectado.

Quando Consultar um Dermatologista?

Se você perceber manchas com pigmentação diferente da sua tonalidade natural de pele, especialmente no tronco, ombros ou pescoço, que ficam mais evidentes no verão ou após exposição solar, é importante consultar um dermatologista para diagnóstico correto. A pitiríase versicolor pode ser confundida com outras condições, como o vitiligo, a hanseníase tuberculoide, a pitiriase alba e outros tipos de manchas, tornando a avaliação especializada indispensável.

A Dra. Raisa Resende oferece diagnóstico preciso e tratamento individualizado para pitiríase versicolor e outras condições dermatológicas. Agende sua consulta e recupere a uniformidade e a saúde da sua pele.

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