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Escleroterapia: Tratamento para Vasinhos e Varizes com Resultados Comprovados

A escleroterapia é um tratamento dermatológico eficaz para eliminar vasinhos e varizes com injeção esclerosante. Conheça o procedimento, resultados e cuidados

Escleroterapia: Tratamento para Vasinhos e Varizes com Resultados Comprovados

A escleroterapia é um dos tratamentos dermatológicos mais eficazes e consagrados para eliminar vasinhos (microvarizes) e varizes de pequeno e médio calibre. Por meio da injeção de uma substância esclerosante diretamente nos vasos afetados, o procedimento promove o fechamento permanente dessas estruturas, melhorando tanto a aparência estética quanto o conforto das pernas.

O Que é Escleroterapia?

A escleroterapia é um procedimento minimamente invasivo que consiste na injeção de uma solução esclerosante — geralmente polidocanol ou solução hipertônica — dentro de vasos sanguíneos problemáticos. Essa substância irrita o endotélio vascular, provocando inflamação e posterior fibrose do vaso, que desaparece gradualmente ao longo de semanas.

O método é amplamente indicado para telangiectasias (vasinhos), varizes reticulares e varizes de pequeno e médio calibre. É realizado no consultório dermatológico, sem necessidade de anestesia geral ou internação, com mínimo tempo de recuperação.

Indicações da Escleroterapia

A escleroterapia é indicada para tratar diferentes tipos de alterações vasculares. As telangiectasias, conhecidas popularmente como vasinhos ou “aranhas vasculares”, são as principais indicações. Apresentam-se como vasos vermelho-arroxeados muito finos (menor que 1 mm) visíveis na superfície da pele, especialmente nas pernas e coxas.

Varizes reticulares — vasos azulados com calibre entre 1 e 3 mm — e varizes de médio calibre também respondem bem ao tratamento. A avaliação prévia com Doppler venoso é recomendada para descartar insuficiência venosa de tronco, que requereria abordagem cirúrgica ou endovascular antes da escleroterapia.

Como é Realizado o Procedimento

O procedimento inicia com a limpeza e antissepsia da área a ser tratada. Com agulhas de calibre muito fino, o dermatologista injeta a solução esclerosante diretamente no interior dos vasos, seguindo o trajeto das microvarizes. A quantidade de injeções varia conforme a extensão e número de vasos a tratar.

Após o procedimento, é comum aplicar leve compressão com curativo elástico ou meia de compressão, que deve ser mantida por 24 a 48 horas. A duração da sessão varia de 20 a 45 minutos, e o paciente pode retornar às atividades habituais imediatamente após, com algumas restrições.

Número de Sessões e Resultados

O número de sessões necessárias varia de acordo com a quantidade, extensão e calibre dos vasos. Casos simples com vasinhos isolados podem resolver em 1 a 3 sessões, enquanto casos mais extensos podem demandar 4 a 6 sessões ou mais, com intervalos de 3 a 6 semanas entre cada aplicação.

Os resultados aparecem gradualmente. Nos primeiros dias, pode haver vermelhidão e inflamação local, que são reações esperadas. A melhora estética significativa costuma ser observada entre 4 e 8 semanas após cada sessão, à medida que os vasos fibrosam e são absorvidos pelo organismo.

Cuidados Antes e Após a Escleroterapia

Antes do procedimento, é importante evitar a exposição solar intensa nas áreas a tratar por pelo menos 15 dias, suspender o uso de medicamentos anticoagulantes conforme orientação médica e informar sobre possíveis alergias ou doenças vasculares. Hidratação adequada da pele também contribui para um melhor resultado.

Após a sessão, recomenda-se uso de meia de compressão, evitar atividades físicas intensas por 48 horas, não se expor ao sol nas áreas tratadas por 30 dias e evitar banhos quentes e saunas na semana seguinte ao procedimento. Caminhadas leves são estimuladas para favorecer a circulação.

Possíveis Efeitos Colaterais

A escleroterapia é um procedimento seguro quando realizado por médico especializado, mas pode apresentar efeitos colaterais temporários. Os mais comuns incluem vermelhidão e edema local, hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas escuras no trajeto do vaso), coágulos intraluminais que podem precisar de drenagem e, raramente, ulceração cutânea por extravasamento da substância.

A hiperpigmentação transitória é o efeito indesejado mais frequente, ocorrendo em cerca de 30% dos casos, mas regride espontaneamente em meses. O uso correto de fotoproteção nas áreas tratadas reduz significativamente esse risco.

Quem Não Pode Fazer Escleroterapia?

A escleroterapia é contraindicada em gestantes e nutrizes, em pacientes com histórico de trombose venosa profunda, trombofilia grave, alergia ao agente esclerosante ou mobilidade reduzida. Insuficiência venosa de tronco não tratada e infecção ativa na área a tratar também são contraindicações absolutas.

A avaliação médica completa antes do procedimento é essencial para identificar contraindicações e garantir segurança ao tratamento. O dermatologista realizará a anamnese detalhada e poderá solicitar exames complementares conforme necessário.

Escleroterapia com Laser ou Luz Intensa Pulsada (LIP)

Para vasinhos muito finos (menores que 0,3 mm), nos quais a injeção com agulha não é viável, o laser e sobre cuidados com a pele no site da Sociedade Brasileira de Dermatologiavascular ou a luz intensa pulsada (LIP) são excelentes alternativas. Esses recursos utilizam a fotosseletividade para destruir os vasos pela ação do calor, preservando as estruturas ao redor. A combinação de escleroterapia com laserterapia pode ser indicada em casos mais complexos. Veja também nosso artigo sobre radiofrequência facial

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