Dra. Raisa Resende — Dermatologia
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Urticária Crônica: Causas, Sintomas e Tratamento Dermatológico

Saiba o que é a urticária crônica, seus tipos, sintomas e as opções de tratamento dermatológico disponíveis, incluindo anti-histamínicos e omalizumabe, para c

Urticária Crônica: Causas, Sintomas e Tratamento Dermatológico

O que é Urticária Crônica?

A urticária crônica é uma condição dermatológica caracterizada pelo surgimento recorrente de placas avermelhadas, elevadas e pruriginosas na pele (as chamadas “urticas” ou “chagas”), que persistem por mais de seis semanas. Diferentemente da urticária aguda — que geralmente é desencadeada por um alérgeno específico e dura menos de seis semanas — a forma crônica frequentemente não tem causa identificável e requer manejo dermatológico especializado e prolongado.

Estima-se que a urticária crônica afete cerca de 1% da população mundial em algum momento da vida, com pico de incidência entre os 20 e os 40 anos. Em muitos casos, a doença está associada a um componente autoimune, onde o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células da pele.

Tipos de Urticária Crônica

A urticária crônica é classificada em dois grandes grupos: a urticária crônica espontânea (UCE) e as urticárias induzidas. A UCE é a forma mais comum, caracterizada pelo surgimento de lesões sem um gatilho específico identificável. As urticárias induzidas, por sua vez, são provocadas por estímulos físicos específicos, como pressão, frio, calor, vibração, exercício físico, água ou luz solar.

Alguns pacientes apresentam ambos os tipos simultaneamente, tornando o diagnóstico e o manejo ainda mais desafiadores. A classificação adequada pelo dermatologista é essencial para determinar o melhor protocolo terapêutico.

Sintomas da Urticária Crônica

Os sintomas da urticária crônica incluem o surgimento de placas eritematosas (urticas), de tamanho variável — de alguns milímetros a vários centímetros —, levemente elevadas, com bordas definidas e centro mais claro, que desaparecem e reaparecem em diferentes locais do corpo. O prurido intenso é a queixa mais frequente e pode ser incapacitante, interferindo significativamente na qualidade de vida, no sono e nas atividades diárias.

Em aproximadamente 50% dos casos, a urticária crônica vem acompanhada de angioedema, um inchaço mais profundo que afeta lábios, pálpebras, língua, garganta e outras regiões, podendo causar dificuldade para respirar ou engolir nos casos mais graves. O angioedema de laringe é uma emergência médica e requer atenção imediata.

Como é Feito o Diagnóstico?

O diagnóstico da urticária crônica é essencialmente clínico, baseado no histórico detalhado do paciente e no exame físico. O dermatologista irá investigar o padrão das lesões, possíveis gatilhos, uso de medicamentos, infecções recorrentes, doenças autoimunes associadas e histórico familiar.

Exames laboratoriais podem ser solicitados para investigar causas subjacentes, como hemograma completo, proteína C-reativa, anticorpos antinucleares (ANA), hormônios tireoidianos e anticorpos antitireoidianos, além de pesquisa de infecções crônicas. O teste autólogo de soro (TAS) e outros testes podem ser utilizados para avaliar o componente autoimune da doença.

Tratamento da Urticária Crônica

O tratamento da urticária crônica segue as diretrizes internacionais e é baseado em etapas progressivas, ajustadas conforme a resposta do paciente. O objetivo é controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e induzir a remissão da doença.

Anti-histamínicos de Segunda Geração

Os anti-histamínicos de segunda geração (como cetirizina, loratadina, fexofenadina e bilastina) são a base do tratamento da urticária crônica. Eles bloqueiam os receptores de histamina H1, responsáveis pelos sintomas de prurido e formação das urticas. Em muitos casos, o dermatologista pode recomendar doses maiores do que as habituais para um controle mais eficaz dos sintomas.

Omalizumabe (Xolair)

Para os pacientes que não respondem adequadamente aos anti-histamínicos, o omalizumabe (um anticorpo monoclonal anti-IgE) é uma opção terapêutica aprovada e altamente eficaz para a urticária crônica espontânea. Administrado por injeção subcutânea a cada quatro semanas, ele apresenta excelente perfil de segurança e eficácia, com alta taxa de remissão dos sintomas.

Identificação e Evitação de Gatilhos

Mesmo quando a causa não é identificável, alguns fatores podem piorar a urticária crônica, como uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), aspirina, álcool, alimentos ricos em histamina, estresse e infecções. O dermatologista orienta o paciente sobre estratégias para identificar e evitar esses agravantes, complementando o tratamento medicamentoso.

Urticária Crônica Tem Cura?

Estudos mostram que aproximadamente metade dos pacientes com urticária crônica alcança remissão espontânea em até 5 anos. Com tratamento adequado, a maioria consegue controlar muito bem os sintomas durante esse período. O acompanhamento regular com o dermatologista é fundamental para ajustar o tratamento conforme a evolução da doença e minimizar o impacto na qualidade de vida.

Se você apresenta placas pruriginosas que surgem e desaparecem repetidamente há mais de seis semanas, procure um dermatologista para avaliação e início do tratamento adequado.

Perguntas Frequentes sobre Urticária Crônica

A urticária crônica é perigosa?

Na maioria dos casos, a urticária crônica não representa risco de vida. No entanto, quando acompanhada de angioedema que afeta a laringe ou a língua, pode ocorrer dificuldade para respirar, o que configura uma emergência médica. Portanto, sempre que surgirem sintomas como rouquidão, dificuldade para engolir ou sensação de sufocamento, é necessário buscar atendimento médico de urgência imediatamente.

Posso continuar trabalhando durante o tratamento?

Sim. A maioria dos pacientes com urticária crônica consegue manter suas atividades normais durante o tratamento. Os anti-histamínicos de segunda geração utilizados atualmente têm baixo potencial sedativo, o que permite o trabalho e a condução de veículos. O prurido e as lesões podem ser bem controlados com o tratamento adequado, melhorando significativamente a qualidade de vida.

A urticária crônica pode ser causada por alimentos?

Na urticária crônica espontânea, alimentos raramente são a causa principal. No entanto, alguns alimentos ricos em histamina (como vinho, queijos envelhecidos, embutidos e tomates) ou que liberam histamina (como morangos, mariscos e ovos) podem agravar os sintomas em algumas pessoas. O dermatologista pode recomendar um diário alimentar para identificar possíveis correlações entre ingestão de alimentos e piora dos sintomas.

Se você tem dúvidas sobre esse tema e deseja um diagnóstico e tratamento personalizado, agende uma consulta com a Dra. Raisa Resende. Conheça também nossa clínica em Franca-SP e descubra um plano de tratamento individualizado, seguro e baseado em evidências científicas.

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