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Carcinoma Basocelular: O Câncer de Pele Mais Comum e Como Tratar

O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum no Brasil. Saiba como identificar seus sinais precoces, fatores de risco e os melhores tratamentos.

Carcinoma Basocelular: O Câncer de Pele Mais Comum e Como Tratar

O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele no Brasil e no mundo, representando cerca de 70% a 80% de todos os casos de neoplasias cutâneas malignas. Apesar de sua alta incidência, quando diagnosticado precocemente, apresenta excelente prognóstico e altíssima taxa de cura. Por isso, conhecer seus sinais e procurar um dermatologista regularmente faz toda a diferença.

Carcinoma Basocelular | Dra. Raisa Resende
Carcinoma Basocelular | Dra. Raisa Resende

O Que é o Carcinoma Basocelular?

O carcinoma basocelular é um tumor maligno que se origina nas células basais da epiderme — a camada mais profunda da pele. Essas células são responsáveis pela renovação cutânea contínua e, quando sofrem mutações genéticas provocadas principalmente pela exposição solar crônica, podem se multiplicar de forma descontrolada, formando o tumor.

Diferente de outros tipos de câncer, o carcinoma basocelular raramente produz metástases. No entanto, se não tratado, pode crescer localmente e invadir tecidos vizinhos, incluindo músculos, cartilagens e até ossos — causando danos estéticos e funcionais significativos.

Causas e Fatores de Risco

A principal causa do carcinoma basocelular é a exposição cumulativa e sem proteção à radiação ultravioleta (UV), tanto solar quanto artificial. Outros fatores de risco incluem pele clara, histórico familiar positivo, imunossupressão, exposição a substâncias químicas como arsênio, lesões cutâneas prévias e idade avançada. Compreender esses fatores é essencial para a prevenção eficaz desta condição dermatológica.

Como Identificar: Sinais e Tipos Clínicos

O carcinoma basocelular se apresenta de diferentes formas clínicas. A forma nodular é a mais comum, aparecendo como uma pápula ou nódulo perolado e translúcido, com bordas elevadas e vasos sanguíneos visíveis. A forma superficial manifesta-se como uma placa avermelhada e descamativa, muitas vezes confundida com psoríase ou eczema. Já a forma esclerodermiforme é a mais agressiva, apresentando-se como uma placa endurecida de bordas mal definidas, semelhante a uma cicatriz. A forma pigmentada contém melanina e pode se assemelhar a um melanoma ou nevo.

Localizações Mais Frequentes no Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular se desenvolve predominantemente em áreas expostas cronicamente ao sol. A face é a localização mais frequente, especialmente o nariz, as regiões ao redor dos olhos, as bochechas e o couro cabeludo. Também pode surgir no pescoço, nas orelhas, no tronco e nos membros superiores. Qualquer lesão que não cicatriza ou que sangra espontaneamente nessas regiões deve ser avaliada por um dermatologista.

Diagnóstico do Carcinoma Basocelular

O diagnóstico do carcinoma basocelular é clínico e histopatológico. Outros tipos de câncer de pele como o melanoma também exigem avaliação especializada. O dermatologista avalia a lesão com o auxílio da dermatoscopia — exame não invasivo que permite ampliar e analisar as estruturas da pele com grande precisão. Quando há suspeita, realiza-se uma biópsia para confirmação histológica e determinação do subtipo tumoral, o que orienta a escolha do tratamento mais adequado para cada caso.

Opções de Tratamento

O tratamento do carcinoma basocelular depende do subtipo clínico, da localização, do tamanho e da profundidade do tumor. As principais opções terapêuticas disponíveis são:

Cirurgia Convencional com Margens

É o tratamento padrão para a maioria dos casos de carcinoma basocelular. O tumor é excisado com uma margem de segurança de tecido sadio ao redor. As margens cirúrgicas são analisadas histologicamente para garantir a remoção completa do tumor, com taxas de cura superiores a 95% para lesões primárias.

Cirurgia de Mohs

É a técnica com maior taxa de cura para tumores de alto risco ou localizados em áreas críticas como nariz, orelhas e pálpebras. Durante a cirurgia, o tecido é removido em camadas finas e analisado em tempo real ao microscópio, permitindo a preservação máxima do tecido saudável ao redor do carcinoma basocelular.

Crioterapia e Tratamentos Tópicos

A crioterapia com nitrogênio líquido é indicada para lesões superficiais selecionadas. Cremes como o imiquimode e o 5-fluorouracil são opções para formas superficiais do carcinoma basocelular, especialmente quando há múltiplas lesões ou contraindicação à cirurgia. A terapia fotodinâmica também é uma alternativa eficaz para casos superficiais, combinando um agente fotossensibilizador com exposição à luz.

Prevenção: Como Reduzir o Risco

A prevenção do carcinoma basocelular está diretamente ligada à proteção solar desde a infância. Use protetor solar com FPS 30 ou superior diariamente, reaplicando a cada 2 horas durante a exposição ao sol. Evite o sol no horário de pico entre 10h e 16h, utilize chapéus de abas largas, roupas com proteção UV e óculos escuros. Nunca frequente câmaras de bronzeamento artificial e realize consultas dermatológicas anuais para o mapeamento corporal das lesões pigmentadas.

Acompanhamento Após o Tratamento

O diagnóstico precoce do carcinoma basocelular é determinante para o sucesso do tratamento. Pacientes que já trataram um carcinoma basocelular têm risco aumentado de desenvolver novas lesões ao longo da vida, tornando o acompanhamento dermatológico contínuo imprescindível. Se você perceber qualquer lesão nova na pele que não cicatriza, sangra espontaneamente ou apresenta crescimento progressivo, consulte imediatamente um dermatologista. O cuidado precoce é sempre o melhor caminho. Segundo o INCA, o carcinoma basocelular é o câncer de pele não melanoma mais frequente no Brasil.

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