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Queloides e Cicatrizes Hipertróficas: Diferenças, Diagnóstico e Tratamento

Entenda as diferenças entre queloides e cicatrizes hipertróficas, suas causas e os tratamentos mais eficazes, incluindo laser e corticoterapia intralesional,

Queloides e Cicatrizes Hipertróficas: Diferenças, Diagnóstico e Tratamento

Queloides e cicatrizes hipertróficas são duas formas de cicatrização patológica que resultam da produção excessiva de colágeno durante o processo de reparo de uma lesão cutânea. Embora frequentemente confundidas, essas duas condições apresentam características distintas e requerem abordagens terapêuticas diferentes.

O que são Queloides?

Essas cicatrizes crescem além dos limites da lesão original, invadindo a pele sã ao redor. Ao contrário das cicatrizes normais, que diminuem com o tempo, elas tendem a crescer progressivamente, podendo se tornar volumosos e esteticamente indesejáveis. São mais comuns em pessoas com pele mais escura, têm forte componente genético e predominam em áreas de maior tensão cutânea, como ombros, esterno, lóbulos das orelhas e mandíbula.

O que são Cicatrizes Hipertróficas?

As cicatrizes hipertróficas, diferente dos queloides, ficam confinadas dentro dos limites da lesão original. São elevadas, avermelhadas e firmes, mas tendem a regredir espontaneamente com o tempo, especialmente com tratamento adequado. São mais comuns após cirurgias, queimaduras e traumas com tensão cutânea significativa.

Diferenças entre Queloides e Cicatrizes Hipertróficas

As principais diferenças estão na extensão (queloides ultrapassam a lesão, hipertróficas ficam no limite), na evolução (queloides crescem progressivamente, hipertróficas regridem com o tempo), nos sintomas associados (queloides frequentemente coçam e doem, hipertróficas tendem a ser menos sintomáticas) e na resposta ao tratamento (queloides são muito mais difíceis de tratar e têm alta taxa de recorrência).

Causas e Fatores de Risco

A formação de queloides e cicatrizes hipertróficas está relacionada a fatores genéticos, fototipos mais escuros (Fitzpatrick III a VI), localização da lesão em áreas de maior tensão mecânica, infecções durante a cicatrização, corpo estranho na ferida e predisposição individual. Piercings e cirurgias na região do esterno são situações de alto risco para pacientes predispostos.

Diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico, baseado no aspecto da lesão, sua localização, história de crescimento e características do paciente. Em casos atípicos ou com suspeita de outras condições, a biópsia pode ser indicada para confirmação histológica. O dermatologista avalia o tipo de cicatriz, a extensão, os sintomas associados e o histórico de tratamentos anteriores para planejar a abordagem mais adequada.

Tratamentos para Queloides e Cicatrizes Hipertróficas

O tratamento deve ser individualizado e frequentemente combina múltiplas modalidades para melhores resultados. A corticoterapia intralesional com triancinolona é a primeira linha de tratamento, sendo injetada diretamente na cicatriz para reduzir a inflamação e o volume. As sessões são repetidas a cada 4 a 6 semanas.

O laser fracionado ablativo (CO2) e o laser vascular (PDL) são altamente eficazes no tratamento de cicatrizes, melhorando a textura, cor e o volume das lesões. O laser é frequentemente combinado com a corticoterapia intralesional para resultados superiores. A crioterapia com nitrogênio líquido também pode ser utilizada, especialmente nessas lesões menores.

As bandagens de silicone e as fitas de silicone são opções simples e eficazes para cicatrizes recentes e hipertróficas, reduzindo a hidratação excessiva e a tensão na cicatriz. O 5-fluoruracil intralesional é outra opção para queloides resistentes, inibindo a proliferação de fibroblastos. Em alguns casos selecionados, a cirurgia pode ser indicada, mas deve sempre ser combinada com outra modalidade de tratamento para reduzir a alta taxa de recorrência.

Prevenção

Pacientes com predisposição a queloides devem evitar procedimentos estéticos e cirúrgicos desnecessários em áreas de risco, optar por médicos experientes que utilizem técnicas cirúrgicas de mínima tensão, aplicar silicone em gel ou fita de silicone desde as primeiras semanas após qualquer lesão ou cirurgia, proteger as cicatrizes do sol com protetor solar e roupas, e informar sempre os médicos sobre a predisposição antes de qualquer procedimento.

Acompanhamento a Longo Prazo

O tratamento de queloides e cicatrizes hipertróficas é um processo de longo prazo que exige paciência e comprometimento do paciente. As recorrências são comuns, especialmente em queloides, e sessões de manutenção periódicas podem ser necessárias após a fase inicial de tratamento. O acompanhamento regular com o dermatologista permite avaliar a resposta ao tratamento, ajustar protocolos quando necessário e detectar precocemente qualquer sinal de recidiva. Com as tecnologias e tratamentos disponíveis atualmente, é possível alcançar resultados significativos na melhora estética e funcional das cicatrizes, devolvendo confiança e bem-estar aos pacientes.

O tratamento de queloides com laser fracionado é frequentemente realizado em conjunto com outras abordagens dermatológicas. Para cicatrizes de acne, confira também nosso artigo sobre estratégias para o tratamento de cicatrizes de acne, que detalha as técnicas combinadas mais eficazes. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o tratamento de queloides deve ser sempre conduzido por dermatologista especializado para melhores resultados e menor risco de recidiva.

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