Muita gente pesquisa "tricologista perto de mim" quando a queda de cabelo começa a assustar e o shampoo da farmácia não resolveu. A dúvida que vem logo depois é se tricologista é médico, se é a mesma coisa que dermatologista e o que esperar da consulta. Este texto responde a essas perguntas e ajuda a decidir a hora certa de marcar.
Tricologista é médico?
Depende de quem usa o título. A tricologia não é uma especialidade médica reconhecida de forma independente no Brasil; ela é uma área de atuação dentro da dermatologia. O tricologista médico, portanto, é um dermatologista, com registro no CRM e, em geral, com título de especialista reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que se aprofundou no estudo do cabelo. Só ele pode pedir e interpretar exames, prescrever medicamentos e realizar procedimentos como infiltrações, PRP e laser.
Existem também profissionais não médicos (terapeutas capilares, cabeleireiros com cursos de tricologia) que fazem análise do fio e cuidados cosméticos. Eles não diagnosticam nem tratam doenças. Na dúvida, verifique o CRM e a formação antes de marcar.
O que faz um tricologista
A consulta começa por uma conversa detalhada: quando a queda começou, se é difusa ou em áreas, histórico familiar de calvície, doenças, cirurgias, partos, dietas, uso de medicamentos e de químicas no cabelo. Depois vem o exame do couro cabeludo e dos fios. O principal instrumento é a tricoscopia, uma dermatoscopia do couro cabeludo que amplia a imagem dezenas de vezes e mostra a espessura dos fios, a proporção de fios finos, sinais de inflamação, descamação e o estado da raiz. É um exame rápido, feito no consultório, sem dor.
Outros recursos que o tricologista usa conforme o caso:
- Teste de tração: puxar delicadamente um pequeno tufo para estimar quantos fios estão em fase de queda.
- Tricograma: análise das raízes de alguns fios ao microscópio.
- Exames de sangue: hemograma, ferritina, vitamina D, vitamina B12, zinco, hormônios da tireoide e, em mulheres, hormônios ligados ao ovário policístico.
- Biópsia do couro cabeludo: reservada para quadros em que há dúvida entre alopecias cicatriciais e não cicatriciais.
- Fotos padronizadas: para comparar a evolução ao longo dos meses.
Quais problemas o tricologista trata
As queixas mais comuns no consultório são a alopecia androgenética (calvície de padrão masculino e feminino), o eflúvio telógeno (queda difusa após um gatilho como parto, cirurgia, infecção ou estresse), a alopecia areata (falhas redondas), as alopecias cicatriciais, a dermatite seborreica e a caspa, a psoríase do couro cabeludo, a foliculite, a tricotilomania e os fios e unhas fracos ligados a deficiências nutricionais. Também acompanha a queda de cabelo em doenças como lúpus, hipotireoidismo e anemia, em parceria com outras especialidades.
Como é o tratamento
Não existe tratamento único. O plano combina medidas de acordo com o diagnóstico:
- Correção da causa: repor ferro ou vitamina D, ajustar a tireoide, revisar medicamentos, tratar a inflamação do couro cabeludo.
- Medicamentos: minoxidil tópico ou oral, finasterida e outros antiandrógenos, corticoides em áreas de alopecia areata.
- Procedimentos em consultório: PRP capilar, mesoterapia, microagulhamento e laser de baixa intensidade, reunidos nos protocolos de regeneração capilar.
- Cirurgia: o transplante capilar para áreas já sem folículos.
O resultado é medido em meses, não em semanas, porque o fio cresce em média um centímetro por mês. Consultas de retorno a cada três ou quatro meses, com tricoscopia e fotos comparativas, mostram se o plano está funcionando.
Quando procurar o tricologista
- Queda acima do normal que dura mais de dois a três meses.
- Couro cabeludo mais visível, fios mais finos no topo da cabeça ou entradas aumentando.
- Falhas redondas ou áreas lisas que surgiram de repente.
- Coceira, descamação, dor, vermelhidão ou feridas no couro cabeludo.
- Queda intensa depois de parto, cirurgia, infecção, dieta restritiva ou novo medicamento.
- Vontade de prevenir, quando há forte histórico familiar de calvície.
Quanto antes a investigação começa, mais folículos ainda estão ativos e maior a chance de resposta. Esperar "para ver se melhora" costuma custar fios que não voltam.
Como escolher um tricologista
Quatro pontos resolvem a maior parte das dúvidas. Primeiro, confirme que é médico dermatologista, com CRM ativo e, de preferência, título de especialista. Segundo, pergunte se a consulta inclui tricoscopia: sem olhar o couro cabeludo com aumento, o diagnóstico fica no "achismo". Terceiro, desconfie de quem promete resultado em semanas, de "protocolos" vendidos em pacote fechado antes de qualquer exame e de produtos milagrosos. Quarto, prefira quem explica a causa e mostra, com fotos e tricoscopia, como vai medir a evolução. Tratamento de cabelo é acompanhamento de meses, e a relação de confiança pesa tanto quanto a técnica.
Tricologista em Franca, SP
A Dra. Raisa Resende é dermatologista com experiência em tricologia e atende em consultório em Franca, no bairro São José, com avaliação por tricoscopia e protocolos clínicos e de procedimentos para queda e afinamento dos fios. Conheça a página de tratamento da queda de cabelo e os procedimentos capilares disponíveis. Para ler sobre as causas, veja o que causa queda de cabelo. Referências: Sociedade Brasileira de Dermatologia, eflúvio telógeno e SBD, alopecia androgenética.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.



